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Sejam bem-vindos ao Kate Winslet Brasil, a sua fonte sobre a atriz vencedora do Oscar no Brasil. Aqui você encontrará todas as novidades mais recentes sobre a Kate, desde seus projetos até campanhas, fotos e vídeos. Fique a vontade para desfrutar de todo o nosso conteúdo e volte sempre!
Notícias


20.10

Na última sexta-feira (16.10), ‘Ammonite‘ abriu o NewFest (Festival de Cinema LGBTQ+ de Nova York) juntamente com a entrega virtual do inaugural prêmio World Queer Visionary para Francis Lee, o diretor do filme de abertura. Kate, sendo sua amiga e colaboradora no longa, fez as honras. Confira o momento legendado abaixo e as capturas de tela na nossa galeria clicando aqui!

17.10
Arquivado em: Beleza Negra , Filmes , Projetos

O Disney+ está pronto para apresentar ‘Beleza Negra‘ a uma nova geração de garotas de cavalos. A história atemporal do vínculo inquebrável de um cavalo com um jovem especial recebe uma atualização cortesia da diretora Ashley Avis, que leu pela primeira vez o romance da autora do século 19, Anna Sewell, quando ela era criança.

Como tantas pessoas, isso realmente me impactou. Eu só queria fazer parte do mundo dos cavalos”, disse ela ao ET. “Eu cresci lendo este livro e ele influenciou muito a minha vida inteira e a maneira como tudo deu certo com o meu amor por cavalos.

Kate Winslet dá voz à égua titular, que na reconstrução de Avis nasce na selva do oeste americano. Beauty é logo presa e levada para um estábulo, onde conhece uma adolescente animada (Mackenzie Foy) e as suas vidas mudam para sempre.

Junto com estas novas fotos do filme, o ET pode anunciar com exclusividade que ‘Beleza Negra‘ vai estrear no Disney+ em 27 de novembro. Leia a seguir um bate-papo com Avis sobre homenagear o original e como ela espera que este filme faça bem no mundo.

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Qual foi a sua inspiração para querer contar a sua própria versão de ‘Beleza Negra’?

Eu li ‘Beleza Negra‘ e me tornei uma criança louca por cavalos, como muitas outras mulheres fazem. [Risos] ‘O Corcel Negro‘ foi outro romance seminal para mim. Perguntei à minha mãe se eu poderia ter aulas de equitação e competi até ir para a faculdade, [então] a minha vida tomou uma direção diferente. Eu queria ir às Olimpíadas quando era mais jovem, mas não era assim que o destino estava me dirigindo na época. Cerca de uma década se passou antes que os cavalos voltassem a entrar na minha vida, e a maneira como isso aconteceu foi realmente interessante e casual.

Eu conheci o [produtor] Jeremy Bolt cerca de três anos atrás. Eu o conhecia pela franquia ‘Resident Evil‘, então fui para aquela reunião sem ter certeza do que apresentar, porque eu realmente não escrevo nesse gênero em particular. Mas ele é uma pessoa amável e adorável. Conversamos sobre histórias que nos inspiraram a entrar em nossa linha de negócios e mencionei ‘O Corcel Negro‘. A cena na praia entre Alec e Black, na versão dos anos 70 daquele filme, tem cinco minutos ao som da trilha sonora e é a conexão entre um cavalo e um humano. É uma das coisas mais bonitas que já vi no cinema. Se ‘Beleza Negra‘ inspirou o meu amor por cavalos, ‘O Corcel Negro‘ ajudou a inspirar o meu amor pelo cinema. E Jeremy disse: “Bem, é interessante você dizer isso, porque o meu parceiro e eu queríamos refazer ‘Beleza Negra’ por 10 anos.” As únicas coisas que sabiam que queriam fazer [era] modernizar a história e que Beauty fosse mulher. E então eles deixaram para mim.

Ao contar essa história em um ambiente contemporâneo, o que você queria trazer de novo?

Crescendo com aquele romance, era muito, muito, muito importante para mim não apenas criar uma nova história de ‘Beleza Negra‘. Eu realmente queria fazer o trabalho para encontrar os paralelos da história original. É um livro tão querido, então isso foi muito importante para mim. O maior desafio que tive foi descobrir a história de origem de Beauty, porque não há realmente um paralelo direto com Beauty sendo um cavalo de carga em Londres no final dos anos 1800. Então, voltei para pesquisar por que Anna Sewell havia escrito o romance em primeiro lugar. Muitas pessoas não sabem que ela era aleijada quando era muito, muito jovem e era carregada por cavalos.

Naquela época, as pessoas realmente não entendiam cavalos ou animais da maneira que entendemos agora, como criaturas empáticas que são altamente inteligentes e podem entender as emoções que podemos. Então, ela escreveu ‘Beleza Negra‘ para cair nas mãos de cavalariços e pessoas que estavam trabalhando com cavalos para inspirá-los a olhar mais fundo e parar certas crueldades que estavam acontecendo em seu tempo. Ela morreu seis meses depois que o livro foi publicado, então nunca soube realmente a influência que teve. Mas as leis foram alteradas. Portanto, ao transformar a origem de Beauty em um cavalo selvagem em nossa versão, ela se assemelha muito às intenções originais de Anna Sewell, e espero fazer uma mudança para uma causa pouco iluminada para os cavalos hoje.

Beauty não foi apenas trocada de gênero do material original, mas Jo também. Ambos são femininos em sua versão. Por que isso foi importante para você?

Sempre me identifiquei com o pequeno Joe Greene no romance original. Mesmo que ele mergulhe dentro e fora no livro e Beauty tenha tantos capítulos diferentes no romance original, Joe Greene é aquele a quem ela volta no final. Como cineasta e escritora que sempre se identificou com personagens femininos fortes, achei que era muito oportuno – assim como Jeremy Bolts – ter Jo como mulher.

Como foi escolher Kate Winslet para dar voz a um cavalo – embora, um cavalo icônico? O título a vendeu imediatamente ou ela precisou ser convencida?

Foi muito especial o dia em que recebi o telefonema de que Kate disse sim, porque eu cresci com ‘Titanic‘. Ainda não contei isso a Kate, mas quando assisti ‘Titanic‘ pela primeira vez, lembro do meu pai me contando a história – e ainda não sei se isso é verdade, acho que pode ser a tradição do ‘Titanic‘ – mas meu pai me disse muito jovem, ele disse, “Kate enviou uma carta para implorar pelo papel de Rose. E foi por meio de sua coragem, talento e elegância que ela conseguiu o que queria.” Desde criança, agarrei-me a isso. Essa é a razão pela qual, como diretora, eu sempre escrevo cartas para atores que estamos abordando para os nossos projetos.

Ainda não tive a coragem de perguntar a ela se isso é verdade. Ela é tão adorável, então vou perguntar a ela um dia, mas passei provavelmente quatro ou cinco horas escrevendo uma carta para ela sobre por que eu realmente a queria para a voz da Beauty. Ela foi a primeira escolha desde o início. Eu ouvi a voz de Beauty em sua voz enquanto eu estava escrevendo o roteiro. Normalmente, como escritora, você não quer fazer isso – pensar em certos atores – mas a sua elegância e a sua inteligência e o seu fogo e a sua coragem estão diretamente correlacionados a personagem. Eu não poderia ter imaginado alguém melhor, então foi especial quando recebemos a ligação de que ela disse sim. Ouvi dizer que ela realmente respondeu ao roteiro, e foi por isso que ela assinou.

Tendo escrito isso com Kate em mente, como foi a primeira vez que você viu a voz dela emparelhada com a sua filmagem?

Foi inacreditável. Eu tenho editado o meu próprio trabalho por cerca de uma década, e a Constantin [Film] foi tão generosa em acreditar em mim, nunca tendo feito um longa antes. Passei bem mais de 100 horas cortando a sua narração, cada batida que eu interrompi e me aninhei na partitura para encontrar o ritmo perfeito. Quando estávamos gravando, a única frase de ‘Beleza Negra‘ que me fez chorar um pouco na sala foi a famosa frase do romance, que é, “São boas pessoas que fazem bons lugares“. Quando ela recitou uma linha tão icônica de um livro que eu tanto amo, foi só… Ela transforma o filme. Ela é simplesmente espetacular.

Além da escalação de Kate, você tem algo no filme que você está particularmente animada para os fãs verem?

Eu tenho. E estou muito animada em saber que vocês estão lançando a foto da praia, que é tão espetacular. A cena da praia em ‘Beleza Negra‘ é uma homenagem à cena de ‘O Cordel Negro‘. E quando as pessoas veem aquela cena de praia, [sabe] Mackenzie fez as suas próprias cenas de ação. Nós só fizemos uma vez. Tínhamos dois veículos rastreadores seguindo-a em Beauty e quando ela solta as mãos das rédeas – a galope pela praia ao pôr do sol perfeito, que cronometramos tão especificamente – você vê esse momento passar pelo rosto de Mackenzie que é tão real. É o medo de soltar as rédeas de um cavalo que se move em alta velocidade, mas então a alegria que cruza o seu rosto quando os seus braços se erguem como se ela pudesse voar. A autenticidade daquele momento – que é um momento com o qual praticamente todas as garotinhas sonham – para ver isso acontecer e para ela realmente experimentar isso, eu acho que isso fica tão bonito no filme.

O filme será lançado no próximo mês. Você tem uma experiência de visualização no Disney+ ideal para as pessoas assistindo em casa?

A maior tela que você pode acessar! Outro filme favorito meu é ‘Lawrence da Arábia‘. Sempre fui atraída por essas grandes paisagens dramáticas, juntamente com histórias pessoais muito íntimas dos personagens. As paisagens e o mundo que construímos são realmente visualmente espetaculares. Portanto, tente assistir na maior tela que puder.

Beleza Negra‘ estará disponível em streaming no Disney+ em 27 de novembro.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
17.10
Arquivado em: Ammonite , Entrevistas , Filmes , Projetos

Pouco tempo depois do lançamento de seu filme de estreia, ‘Reino de Deus‘, Francis Lee estava vasculhando a internet em busca de um presente para o seu então namorado, que adorava fósseis. Apesar da aclamação da crítica e do sucesso de bilheteria do filme, Lee não tinha ganhado nenhum dinheiro. “Eu era muito pobre”, diz ele, “então estava pesquisando muito no Google, tentando encontrar fósseis polidos baratos”. Enquanto procurava, ele encontrou um nome que pouco conhecia: Mary Anning, uma pioneira colecionadora de fósseis inglesa do século 19, cujas descobertas mudaram a compreensão científica da vida pré-histórica.

Instantaneamente ela me tocou”, diz Lee, de 51 anos. Anning “nasceu em uma vida de pobreza, tinha muito pouca educação e foi impulsionada a ser a principal fonte de renda de sua família. Essa ideia de que por sua própria habilidade, diligência e enxerto, ela chegou a ser a paleontóloga líder de sua geração, realmente me impressionou”.

Lee reconheceu a sua origem humilde; ele cresceu em uma fazenda em Yorkshire e não conhecia ninguém que trabalhasse no cinema. Uma obsessão precoce por contar histórias e fotografia se transformou em um amor pelo cinema, mas foi só mais tarde na vida que ele começou a dirigir, fazendo ‘Reino de Deus‘ nos seus 40 anos. Antes disso, ele trabalhou em um ferro-velho por 10 anos. “Eu levantava às 4h da manhã, escrevia até as 8h da manhã e depois iniciava um dia inteiro de trabalho.

Como uma voz rara da classe trabalhadora na indústria cinematográfica, Lee viu paralelos no trabalho de Anning. “Fossear em um ponto de sua vida estava profundamente na moda, mas as pessoas que saíam e descobriam essas coisas eram muito da classe média – era um hobby”, diz ele. “Ela estava fazendo isso para colocar comida na mesa.

O interesse de Lee por Anning resultou nele escrevendo ‘Ammonite‘, que retrata Anning (Kate Winslet) desenvolvendo um relacionamento que mudou a sua vida com uma jovem chamada Charlotte Murchison (Saoirse Ronan). À medida que Lee descobria mais sobre Anning – que, apesar de suas descobertas inovadoras, era amplamente ignorada no mundo da ciência dominado pelos homens – ele estava simultaneamente pesquisando relacionamentos lésbicos no século 19, por meio de cartas trocadas entre amantes. Em uma época anterior às categorizações modernas de sexualidade, as trocas impressionaram Lee com a sua franqueza.

[Elas] mostraram relacionamentos profundos, apaixonados e amorosos entre mulheres”, diz ele. “Havia muitos exemplos de mulheres que se casaram, e então a namorada delas se mudava para a casa conjugal com o casal, e as duas mulheres dividiam um quarto e o homem ficava com o seu próprio.

Na vida real, Charlotte, a esposa do geólogo Roderick Murchison, de fato ficou com Anning por semanas quando se conheceram. Embora não haja registro da vida romântica de Anning, ela e Charlotte se tornaram amigas e correspondentes para a vida toda. “Eu queria dar a Mary um relacionamento que fosse digno e respeitoso para ela”, disse Lee. “E para mim isso não parecia que poderia ser com um homem, dado como os homens operavam nesta sociedade, então Charlotte pareceu uma pessoa realmente interessante para explorar. É a minha imaginação de como Mary pode ter conduzido um relacionamento.

Como ele fez em ‘Reino de Deus‘, Lee infunde ‘Ammonite‘ com texturas ricas e terrosas; Anning resiste aos ventos tempestuosos de Dorset em sua casa mal iluminada com as poucas velas que ela pode pagar, com as suas escavações descritas como o trabalho sujo e exaustivo que foi, a câmera focada nas mãos enlameadas e hábeis de Winslet. “Eu sou um grande fã de atores fazendo o trabalho que os personagens fazem”, diz ele.

Kate foi para as praias de Lyme Regis por semanas com um especialista em fósseis, aprendeu como fossear e tornou-se muito, muito boa nisso, e ficou com frio, úmida e com fome. É um investimento não apenas na vida emocional dos personagens, mas na vida física.

Durante as filmagens em Dorset, Lee diz que “ingenuamente” não previu como filmar com duas artistas da lista A para o seu segundo longa mudaria a sua experiência como cineasta. Descrevendo Winslet e Ronan como “absolutamente e fodidamente normais” e dedicadas ao trabalho, foi a atenção periférica que o surpreendeu. “Os paparazzi, os artigos que estão sendo escritos sobre o filme antes mesmo de eu ter feito o enquadramento e a multidão de pessoas em uma área muito pequena, quando você está apenas tentando fazer o seu trabalho; fazer um filme sob esse tipo de holofote, achei muito desafiador.

Ammonite‘ se junta a uma tendência crescente de histórias queer reveladas em filmes de época, após ‘A Favorita‘, ‘Colette‘ e ‘Retrato de Uma Jovem em Chamas‘. Embora Lee esteja animado com a demanda, ele desconfia que as histórias queer se tornem confusas no cinema. “Muitas vezes fui questionado por jornalistas se só vou fazer filmes sobre gays”, diz ele. “Eu não conheço nenhum diretor heterossexual a quem já foi perguntado se eles vão apenas fazer filmes sobre pessoas heterossexuais.

Acho que às vezes podemos dar um tiro no próprio pé com isso e ser redutivos”, diz ele. “Tenho orgulho de contar essas histórias, e se o meu próximo filme tem um personagem queer na frente e no centro – o que tem – então penso, ‘brilhante, por que não? Por que eu não deveria?’

Ele acha que ainda há um grande espaço para histórias de se assumir, “mas uma coisa que eu acho que ‘Reino Deus’ é, e ‘Amonite’ é, não é a dificuldade da sexualidade, de se assumir – é sobre o que acontece a seguir. O que me permite, como cineasta, explorar a relação entre dois homens ou duas mulheres.” E aqui, para contar uma história que merece ser mais conhecida.

Ammonite‘ fecha o Festival de Cinema de Londres e está em exibição no BFI Southbank neste fim de semana e em cinemas selecionados hoje.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
16.10

A IDEIA DA TEMPORADA DE PRÊMIAÇÕES DÁ A KATE WINSLET COCEIRAS. O mesmo com a simples palavra campanha. É como “uma reação alérgica“, diz a vencedora do Oscar. Do jeito que você provavelmente sente quando está circulando desde 1996, o ano em que Winslet foi indicada para o seu primeiro Oscar (por ‘Razão e Sensibilidade‘). “Não quero deixar de lado a importância desses momentos, mas, francamente, nunca fui muito boa em lidar com nada disso. Eu apenas acompanho, com o máximo de bom humor que posso.

E esta temporada, talvez a mais estranha de todos os tempos com uma pandemia global em curso, já ofereceu muita comédia. Para ‘Ammonite‘, o próximo grande candidato da Neon após o triunfo da distribuidora com ‘Parasita‘ no Oscar no início deste ano, Winslet, de 45 anos, recentemente sentou-se em sua casa na costa sul da Inglaterra para gravar um painel de festival de cinema com a sua coestrela Saoirse Ronan e o diretor Francis Lee. Com a intenção de falar sobre o seu papel como a paleontóloga Mary Anning nos anos 1840 e o intenso romance que ela tem com a dona de casa reprimida de Ronan, “Eu fiz todas as conversas em minha calcinha porque não consegui encontrar calças adequadas“, Winslet admite. “Eu estava tipo, ‘Ah, f***-se isso.’” Então a internet travou e ela teve que fazer a triagem com o seu marido, o empresário Edward Abel Smith. “Eu sou a pior pessoa para descobrir todas essas coisas virtuais… Eu não sou uma pessoa técnica. Eu posso cozinhar e posso atuar. E é isso.

É claro em qual habilidade a Neon está apostando enquanto Winslet entra novamente na conversa sobre prêmios pela primeira vez desde ‘Steve Jobs‘ de 2015. Esse filme dirigido por Danny Boyle possuía uma “energia”, diz ela, como resultado da escrita de Aaron Sorkin. Com ‘Ammonite‘, ambientado em uma época em que as mulheres eram socialmente silenciadas, foi mais calmo.

Tudo vem de um lugar extremamente estável e parado”, diz Winslet. “Tive que me concentrar muito nisso porque movimento e expressão para Mary são usados como comunicação. Ela não sorri com tanta frequência. Quando ela sorri, é um momento importante e vocal que vem dessa expressão de alegria.

Este tipo de trabalho não é um território desconhecido para a atriz que antes seguia especialistas em doenças infecciosas para se preparar para ‘Contágio‘ de 2011 – um filme que ela ainda não viu por completo e definitivamente não verá agora, devido a COVID-19. É por isso que ela não pôde deixar de “desmoronar”, disse carinhosamente, nas primeiras conversas com Lee: “Francis estava tipo, ‘Vamos escrever um monte de coisas e construir uma história de fundo inteira.’ E eu falei, ‘Francis! Você não precisa dizer isso para mim como se fosse algo novo. Eu tenho feito isso.’

Ammonite‘ é o desempenho mais profundo e rico que Winslet já deu; em sua deliberação, ela é hipnotizante. Ela não se compara a Ronan, mas acha que elas têm “planos de carreira semelhantes“; ambas começaram jovens e rapidamente chamaram a atenção de Hollywood. A abreviatura que vem com a experiência se tornou uma “bênção”, diz Winslet. Assistir ao filme, especialmente a tão falada cena de amor principal, trouxe mais memórias.

Apenas membros do sexo feminino foram permitidos na sala enquanto Winslet e Ronan filmavam a sequência. “Tínhamos uma operadora de boom que estava na verdade grávida de seis meses”, observa ela. “Então, estávamos todas muito focadas em garantir que ela tivesse espaço suficiente porque a sala era muito pequena.” Havia pouca iluminação e câmeras portáteis; elas também não estavam “preocupadas com para que lado olhar ou virar“, diz Winslet.

Quando vi o filme pela primeira vez”, diz ela, “quase fiquei com um pouco de raiva de mim mesma quando pensei em como, talvez, conduzi o meu próprio eu feminino quando participei de cenas íntimas no passado.” Winslet esclarece que ela “se sentiu sobrecarregada ou anulada“, mas agora está mais ciente de como a maioria das cenas de sexo do cinema são narrativamente informadas por personagens masculinos.

Com os seus papéis aclamados (e expositivos) em ‘Pecados Íntimos‘ (2006) e ‘O Leitor‘ (2008), Winslet diz que “houve uma enorme colaboração em todas essas cenas”. Mas, acrescenta, “é por isso que me sinto responsável por me controlar. Meus pensamentos estavam vindo de um lugar verdadeiramente integral dentro de mim ou eu estava apenas sendo automaticamente acomodada?

O fato de ela estar fazendo essas perguntas agora mostra o que ‘Ammonite‘ lhe ensinou – não apenas como artista, mas como ser humano. “[O filme] foi muito igual, muito seguro, completamente neutro, respeitoso e conectado”, diz ela. “Foi um diálogo entre duas pessoas. Só isso.” Quem diria que poderia conter tanto?

  • CHAMADA DE PAPÉIS: Winslet revisita alguns de seus papéis indicados ao Oscar

Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Razão e Sensibilidade’ (1995) — Winslet leva o “calor” da temporada de premiações “com uma pitada de sal” desde que a sua vitória do prêmio SAG de 1996 pela adaptação de Jane Austen colocou as coisas em perspectiva: “Eu ganhei o Screen Actors Guild, mas porque eu não era a favorita [para ganhar], isso foi uma coisa que tirei da minha lista de despesas – o voo. Eu nem estava lá.”

Melhor Atriz por ‘Titanic’ (1997) — Em ‘Ammonite’, a Mary de Winslet esboça a sua futura amante dormindo na cama. Mas, embora a comparação possa ser desenhar, isso não era para ser uma homenagem do tipo “me desenhe como uma de suas garotas francesas” à famosa cena de ‘Titanic’. “Definitivamente, não dessa forma”, diz Winslet. “Acho que o Francis diria, ‘Meu Deus!’ Se ouvisse isso.”

Melhor Atriz por ‘O Leitor’ (2008) — Uma coisa que permanece com Winslet desde a sua interpretação vencedora do Oscar de Hanna Schmitz (que inicia um caso com um jovem e reencontra-o anos depois): a cabeleireira e maquiadora Ivana Primorac. “Ela é particularmente incrível com perucas”, diz Winslet. Ela se reuniu com Primorac em ‘Ammonite’.

Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Steve Jobs’ (2015) — Winslet observa que muitas de suas personagens “muitas vezes podem ser bastante fortes e ativas”. Veja Joanna Hoffman no filme biográfico de Aaron Sorkin sobre o cofundador da Apple. “Suas mãos estavam em constante movimento e ela era rápida”, diz ela. Havia um “ritmo para aquela personagem que vinha de um lugar interno”.

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15.10
Arquivado em: Ammonite , Filmes , Galeria , Projetos , Vídeos

Em frente a exibição de ‘Ammonite‘ em mais de 500 cinemas no Reino Unido como parte do encerramento do Festival de Cinema de Londres, a Lionsgate divulgou o trailer britânico do filme, juntamente com um belíssimo novo pôster. Kate e Saoirse Ronan estrelam como, respectivamente, Mary Anning e Charlotte Murchison no longa dirigido por Francis Lee, conhecido pelo seu excepcional trabalho em ‘Reino de Deus‘ (2017). Confira o vídeo abaixo seguido dos links para visualizar as capturas de tela e os novos conteúdos promocionais na nossa galeria:

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10.10

Na manhã de ontem (09.10), o Festival Internacional de Cinema de Hamptons divulgou a conversa exclusiva de Kate para o evento, que também exibiu ‘Ammonite‘, estrelado por ela, pela noite. O vídeo em sua íntegra foi divulgado apenas para o público que comprou os ingressos, entretanto, os sites GoldDerby e Dan’s Papers divulgaram alguns trechos da entrevista, além do próprio Festival que divulgou um trecho no qual Kate comenta sobre apresentar o Saturday Night Live em 2004. Confira as matérias traduzidas abaixo e logo em seguida o vídeo legendado:

Kate Winslet não se conteve. Ok, ela não iria admitir para atores que eram difíceis. “Não vamos lá”, disse ela a Jenelle Riley da Variety com uma risada. Mas a animada troca de meia hora em 9 de outubro cobriu o seu início de carreira; os momentos difíceis de seu último filme, “Ammonite”; e a promoção de longas durante tempos de COVID. A entrevista no Zoom começou a ser transmitida no segundo dia do Festival Internacional de Cinema de Hamtons, o evento drive-in improvisado e reduzido que vai até 14 de outubro.

Trabalhando na Filadélfia para uma próxima minissérie da HBO, Winslet disse que não se importa com o mundo cibernético. “É simplesmente maravilhoso, na verdade. Eu prefiro as conversas mais longas. Às vezes, quando você faz imprensa para um filme, são essas frases rápidas para jornalistas de todo o mundo e é bastante frenético.” A partir daí, foi um mergulho profundo em seu início de carreira, incluindo uma revelação sobre a sua vida logo após “Titanic“. Ela escolheu filmes menores após o blockbuster. Sim, os gerentes e agentes queriam outro mega hit. Mas ela optou por longas como “O Expresso de Marrakesh” e “Contos Proibidos do Marquês de Sade” ao invés.

Eu não estava pronta. Fiz 21 anos em ‘Titanic’. Ainda estava aprendendo a como atuar”, explicou ela. Ela foi questionada sobre o tempo logo após aquele filme e ela chegou a uma nova conclusão recentemente. “Resposta honesta? Na verdade, não lidei muito bem. Não gostei de ser tão famosa de repente. Eu estava aprendendo a ser uma jovem mulher e a ser o centro das atenções. Foi assustador. Mas ter medo ensina como lidar.” Ela diz que não haver nenhuma mídia social na época ajudou, mas ela foi “intimidada pela mídia britânica, que é realmente brutal“.

A diferença, diz ela, é que “é como papel de ‘peixe com batatas fritas’ – acabou no dia seguinte – mas a mídia social continua indefinidamente”. Outras dicas da discussão: ela adorou fazer “SNL” em 2004 e voltaria em um segundo. “É assustador, mas Deus, eu amo esse show.” De sua infância, ela revelou: “Eu realmente queria atuar, mas não sabia como você poderia construir uma vida em torno dessa paixão. Para mim, os filmes eram algo que Judy Garland e Jodie Foster estavam fazendo.” Ela também comentou sobre os seus primeiros anos: “Quando você é jovem, só sabe o que teme naquele momento”.

Avançando para o roteiro de “Ammonite”, que foi enviado a ela por seu agente enquanto ela estava fazendo “Blackbird” no ano passado. Ela teve que agir rápido. Algo sobre uma “janela de tempo” para a filmagem. “Fiquei acordada até as 3 da manhã lendo”, ela admitiu. Ela foi imediatamente atraída pelo drama lésbico sobre uma cientista da vida real, mas ficou preocupada. “Eu estava com medo porque não sabia como interpretaria esse papel. Eu só sabia que não iria sentar e assistir outra pessoa interpretar ela.

A sua conexão com o diretor Francis Lee foi instantânea. “Ele tem raízes profundas da classe trabalhadora como eu. As pessoas nunca acreditam nisso porque eu falo bem. Eles acham que os atores ingleses são treinados de forma clássica e têm diplomas e fitas saindo de suas costas. Saí da escola aos 16 anos e tive sorte.” Arquive isso como “eufemismo do ano“. Ela e a sua coestrela de “Ammonite”, Saoirse Ronan, “planejaram as batidas emocionais e a história de amor. Ajudávamos umas as outras e trocávamos ideias, e é ótimo como atrizes quando você pode fazer isso.

Mas ela admitiu que alguns papéis dramáticos são difíceis de se livrar. “Eu tento muito não levar para casa, mas alguns dias você simplesmente não consegue evitar.” E sobre o mundo do faz de conta em geral, ela ainda diz que isso a anima. Mas com um asterisco: “Acordo com o mesmo entusiasmo de fazer isso há 27 anos. Mas ainda entendo errado, mesmo depois de todos esses anos.” A entrevista completa pode ser vista em HamptonsFilmFest.org. É parte de uma série chamada “In Conversation With…“, que também apresenta bate-papos cibernéticos este ano com Leslie Odom Jr. e Steven Yeun.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Equipe do KWBR

Kate Winslet não se importa com entrevistas no Zoom. No mundo confinado, por causa do COVID, da promoção de filmes, ela está na Filadélfia trabalhando em uma minissérie da HBO enquanto ‘Ammonite‘ é exibido como uma seleção oficial no Festival Internacional de Cinema de Hamptons deste ano.

Em vez de entrevistas presenciais, as estrelas estão batendo papo cibernético. A entrevista de Winslet começou a ser transmitida na sexta-feira. “A coisa do Zoom está funcionando para mim”, disse ela a Jenelle Riley da Variety. “É simplesmente maravilhoso, na verdade, e eu prefiro conversas mais longas.” O tapete vermelho e as entrevistas regulares são “bastante frenéticas“. Em ‘Ammonite‘, ela estrela ao lado de Saoirse Ronan. É a primeira vez que as duas trabalham juntas. Winslet é uma fã. “Cada vez que Saoirse está em um filme, eu corro para vê-la, porque ela é muito original. Ela pode corar na hora, o que é quase impossível de se fazer.” Há muitas oportunidades para corar nesta dramática história de amor lésbico. Winslet é uma cientista que escava ossos e Ronan. “Planejamos as batidas emocionais e a história de amor”, admite Winslet. “Ajudávamos umas as outras e trocávamos ideias, e é ótimo como atrizes quando você pode fazer isso.

Outras admissões na conversa de meia hora: “Os atores podem ser muito estranhos e tenho certeza que também sou estranha.” Sobre o seu trabalho nos próximos dois filmes de ‘Avatar‘: “Foi tudo filmado há mais de um ano. A maior parte do meu trabalho está dentro ou debaixo d’água. Tive que aprender a mergulhar livre.” De sua fama pós-‘Titanic‘: “Sinceramente, eu não lidei muito bem. Não gostei de ser tão famosa de repente.” Ela parece estar lidando bem atualmente.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Equipe do KWBR

09.10
Arquivado em: Fake! , Filmes , Projetos

EXCLUSIVO: A vencedora do Oscar, Kate Winslet, estará em ‘Fake!‘, um projeto que a MGM adquiriu para a produtora Jennifer Todd sob o seu primeiro contrato no estúdio.

Scott Z. Burns, que recebeu ótimas críticas por seu drama político de 2019, ‘O Relatório‘, sobre o funcionário idealista do Senado Daniel J. Jones e a sua investigação sobre o Programa de Detenção e Interrogatório pós-11 de setembro da CIA, escreverá e dirigirá, e produzirá com Todd. ‘Fake!‘ representa uma nova parceria entre Winslet e Burns, que escreveu o filme pandêmico de 2011, dirigido por Steven Soderbergh, ‘Contágio‘, no qual a atriz estrelou. Winslet também produzirá ‘Fake!‘.

O longa é baseado no livro de Jen McAdam com Douglas Thompson, inspirado na história real dela e o seu envolvimento com o esquema Ponzi, OneCoin. O livro está atualmente sendo comprado por editoras para a Feira do Livro de Frankfurt deste ano. McAdam será produtora executiva do filme.

OneCoin foi promovida como criptomoeda pelas empresas offshore baseadas na Bulgária, OneCoin Ltd (registrada em Dubai) e OneLife Network Ltd (registrada em Belize), ambas fundadas por Ruja Ignatova com Sebastian Greenwood. De acordo com relatórios, os promotores dos EUA alegaram que o esquema arrecadou US$4 bilhões em todo o mundo. Ignatova desapareceu em 2017, quase na época em que um mandado secreto dos EUA foi apresentado para a sua prisão, e foi substituída por seu irmão, Konstantin Ignatov. A maioria dos líderes da OneCoin desapareceram ou foram presos, embora Ruja Ignatova ainda esteja foragida. Greenwood foi preso em 2018, assim como Konstantin em março de 2019, que se declarou culpado das acusações de lavagem de dinheiro e fraude.

McAdam foi vítima do esquema e fundou um grupo de apoio para os afetados. Ela e os seus amigos e familiares investiram e perderam cerca de US$300 mil.

Fake!‘ é um projeto que está bem na praia de Burns, o cineasta também escreveu e produziu o filme de Steven Soderbergh para a Netflix, ‘A Lavanderia‘, sobre o Panama Papers, vazamento de 11 milhões de registros fornecido ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. A revelação dos documentos desnudou as maquinações financeiras de governantes e da realeza, com atividades ilegais ligadas a um nadado de bancos e indivíduos particulares, entre eles o diretor Pedro Almodóvar, Jackie Chan e Emma Watson.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Equipe do KWBR
01.10

O cineasta Francis Lee fala sobre o que significa para ele encerrar o BFI Festival de Cinema de Londres apenas com o seu segundo longa, ‘Ammonite‘.

Nós temos muito em comum!Francis Lee ri quando a Empire diz que ele é o ‘novo Scorsese‘. Por enquanto ele pode não fazer filmes sobre gangsteres, mas é claro que estamos nos referindo a Lee fechando o BFI Festival de Cinema de Londres deste ano, como Martin Scorsese fez no ano passado.

É uma honra incrível“, disse ele em uma videochamada de sua cozinha. “Quando eles iam exibir ‘Ammonite’ para os programadores, eu estava super-nervoso. Tricia [Tuttle, Diretora de Festivais] viu o filme, disse que adorou e que eles iriam programá-lo. Foi uma verdadeira honra. Então, quando eles voltaram e disseram: ‘Você será o filme de encerramento’, eu fiquei tipo, ‘Merda!’

Não só isso, mas ‘Ammonite‘ – a história de uma relação entre a caçadora de fósseis Mary Anning (Kate Winslet) e uma mulher mais jovem de uma classe diferente (Saoirse Ronan) – estava “reservado” junto com Steve McQueen, que está abrindo com ‘Mangrove‘. “É muito bom estar na companhia dele”, diz Lee. “E que o meu trabalho seja visto nesse nível.

O BFI, porém, sempre esteve no centro dos momentos mais sísmicos da carreira de Lee. Ele relata o outro grande – provavelmente o mais importante – momento desde que se tornou um cineasta. Era 2014 e no início do ano, Lee havia sido selecionado para o esquema de financiamento iFeatures – um programa que o BFI executou com a Creative England e a BBC Film. Isso forneceria apoio a cineastas regionais estreantes e ele chegou aos cinco finalistas depois de enviar o seu roteiro para ‘Reino de Deus‘. Infelizmente ele não chegou aos três finalistas e Lee – que havia autofinanciado os seus curtas anteriores trabalhando em um ferro-velho – fala que ficou “muito arrasado, porque eu simplesmente não sabia como conseguiria fazer este filme.

Vários produtores já haviam lido o roteiro e adorado a sua escrita, mas passaram ao dizerem a ele: “Achamos que é um filme de nicho, terá um público muito pequeno. Dois fazendeiros em um romance gay na encosta de uma colina não vai colar.

Então, tudo parecia completamente perdido, até que ele foi convocado para uma reunião com a equipe do Film Fund da BFI – incluindo Ben Roberts (agora o CEO) – em seu escritório no West End de Londres. No final do que parecia ser uma conversa aleatória, eles disseram a ele, muito casualmente, que iriam lhe dar o dinheiro para fazer o filme.

Foi um momento monumental e bastante chocante”, diz ele. “Eu saí e pensei: ‘Eles realmente disseram que iam fazer o meu filme?!’” Ainda bastante incrédulo com a virada dos eventos, Lee insiste que, sem eles, “eu não acho que o filme teria sido feito”.

E agora, apenas alguns anos depois, ele está igualmente incrédulo por ser um dos destaques do Festival. Ele balança a cabeça, “É tão surreal.” Então sorri, com a barba subindo. “E realmente, realmente maravilhoso.

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