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Notícias


14.01

Kate Winslet diz que foi intimidada pela imprensa depois de ser levada ao estrelato aos 21 anos, quando estrelou o blockbuster de James Cameron, ‘Titanic‘.

Eu entrei no modo de autoproteção imediatamente [depois que ‘Titanic’ foi lançado]”, disse Winslet no podcast WTF de Marc Maron. “Era como noite e dia de um dia para o outro. Fui sujeita a muito escrutínio físico pessoal, fui muito criticada e a imprensa britânica foi bastante rude comigo.

Eu me senti intimidada, para ser honesta”, ela continuou. “Lembro-me de ter pensado: ‘isso é horrível e espero que passe’ – passou definitivamente, mas me fez perceber que, se isso era o que era ser famosa, eu não estava pronta para ser famosa, definitivamente não.

Winslet notoriamente não capitalizou a sua plataforma ‘Titanic‘ para continuar conseguindo papéis espalhafatosos em filmes de grande sucesso, em vez disso, perseguiu produções independentes para aprimorar a sua arte.

Eu ainda estava aprendendo a atuar, sentia que não estava pronta para fazer muitos grandes trabalhos em Hollywood”, disse Wislet. “Eu não queria cometer erros e estragar tudo, queria estar nisso para o jogo longo. Eu tentei estrategicamente encontrar pequenas coisas para que eu pudesse entender o ofício um pouco melhor e manter algum grau de privacidade e dignidade.

E tentar ter uma vida?” Maron perguntou. “Sim, exatamente“, respondeu Winslet.

A atriz acrescentou que depois de ter a sua filha, aos 25 anos, o escrutínio da imprensa diminuiu e ela também deu menos atenção a isso ao se concentrar na filha. “Todas essas coisas evaporaram um pouco”, acrescentou ela.

Winslet está atuando para Cameron novamente, desta vez nas sequências de ‘Avatar‘, com a atriz revelando que ela filmou dois filmes consecutivos. Ela também brincou que “perdeu um pouco a conta” de quantos filmes subsequentes o diretor estava fazendo para o seu blockbuster de 2009.

Winslet é considerada uma candidata ao Oscar este ano por seu papel principal em ‘Ammonite‘ de Francis Lee.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
09.11
Arquivado em: Ammonite , Entrevistas , Filmes , Projetos

Kate Winslet nunca foi uma atriz que possamos rotular. Entre seu papel decisivo em ‘Titanic‘, uma reviravolta deliciosamente peculiar em ‘Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças‘, ou uma atuação ganhadora do Oscar em ‘O Leitor‘, Winslet é uma daquelas atrizes que constantemente imbui qualquer personagem, não importa o quão óbvio eles possam parecer no início, com o inesperado. E o seu último papel não é diferente.

No novo filme de Francis Lee, ‘Ammonite‘, Winslet faz o papel de Mary Anning, uma paleontóloga independente e esperta em busca de fósseis, na Inglaterra dos anos 1840. Este não é o seu drama de época comum; na verdade, é uma história de amor lésbica entre Winslet e a sua amante, a jovem rica (e casada) Charlotte Murchison, interpretada por Saoirse Ronan.

Com alguns chamando o filme de ‘Retrato de Uma Jovem em Chamas‘ encontrando ‘Summerland‘, ou mesmo ‘Carol‘ com uma pitada de ‘O Morro dos Ventos Uivantes‘, ‘Ammonite‘ é na verdade uma história sobre uma mulher que lutou para sobreviver em uma época em que as mulheres não podiam nem votar. A própria vida de Anning nunca atingiu a tela de prata até agora, talvez porque seu trabalho foi muitas vezes coletado pelo Museu Britânico e, como era típico no patriarcado, substituído pelos nomes dos homens ricos que compraram o seu trabalho.

Historicamente, as suas conquistas foram extraordinárias”, diz Winslet sobre Anning, uma lendária caçadora de fósseis que encontrou o seu primeiro esqueleto aos 12 anos e, em seguida, fez descobertas históricas nos leitos de fósseis marinhos do Jurássico nos penhascos ao longo do Canal da Mancha. “Muito mais do que conseguimos mostrar no filme, no sentido de que a nossa história foi alocada no espaço e no tempo de duas horas. Espero que este seja apenas o começo de pessoas realmente inspiradas por ela e querendo contar mais sobre a sua história.

Antes da estreia do filme, Winslet falou com Shondaland de sua casa no Reino Unido sobre trazer heroínas para a tela, usar a sua voz para o bem e a importância das produtoras.

NADJA SAYEJ: O filme revela muito do passado de Mary Anning. Como você trabalhou com o Museu Lyme Regis para ajudar a recriar parte da vida dela?

KW: Eles foram muito úteis porque possuíam, na época, uma parte de um dos diários de Mary Anning. Nem todos eles ainda existem, mas eles tinham um em um empréstimo de curto prazo. Isso, por cima de si, tocar um documento tão antigo, datado de 1804, era o documento mais extraordinário. Eles têm algumas de suas descobertas, os seus fósseis, mas as pessoas que trabalham lá também são muito apaixonadas pela paleontologia e pelo trabalho que a Mary fez. Ela realmente está em carne e osso, eles realmente se sentiram honrados em nos ajudar. Mas para mim, era o contrário. Eu me senti extremamente honrada em ter o apoio deles. Mas havia uma mulher maravilhosa chamada Lizzie Wiscombe, que trabalha no Museu Lyme Regis, e ela me ajudou com a voz de Mary Anning.

NS: Como este filme faz justiça a Mary Anning, que foi negligenciada pela ciência como uma “heroína anônima da descoberta de fósseis” até agora?

KS: Espero de muitas maneiras que ‘Ammonite’ seja o começo de muitas histórias contadas sobre Mary Anning. Embora ela tenha morrido tristemente de câncer de mama em seus 40 anos, ela ainda viveu uma vida muito vasta. Historicamente, as suas realizações foram extraordinárias. Muito mais do que pudemos mostrar no filme, que nossa história foi alocada em um espaço e tempo de duas horas. Espero que este seja apenas o começo de pessoas realmente inspiradas por ela e querendo contar mais sobre a sua história. Isso seria absolutamente incrível, de verdade. Ela viveu uma vida grande e vasta que foi desafiadora, cheia de realizações extraordinárias. Com sorte, vai inspirar outras pessoas a contar outras partes de sua vida.

NS: Qual foi uma das partes mais difíceis de filmar este filme?

KW: Uma das coisas que era difícil de mostrar era o nível de pobreza em que ela realmente vivia. Era muito extremo para ela, sua mãe e os seus irmãos, já que ela tinha sete filhos, mas todos morreram antes dela. Um morreu em um incêndio residencial aos quatro anos, outro morreu de varíola, uma das doenças típicas da pobreza daquela época. Ela tinha vivido tudo isso. Mary viveu uma grande dor, luta e sofrimento. Eu gostaria que tivéssemos mais tempo na tela, que pudéssemos capturar o nível de suas dificuldades ainda mais. Tivemos que cortar coisas como o irmão dela e assim por diante. Foi difícil para Francis Lee, o diretor, não manter aquele personagem como parte do filme, no final.

NS: Quão difícil era ser uma mulher independente naquela época? As mulheres nem podiam votar.

KW: Oh meu Deus! As mulheres não têm conseguido votar de verdade por tanto tempo. [Risos]. Ouça, era uma sociedade patriarcal dominada por classes. Foi um nível de repressão sistêmico. E errado. Os sucessos de Mary foram tirados dela por homens ricos e poderosos que não eram tão inteligentes quanto ela. É tão terrível.

NS: Por que é tão difícil contar histórias verdadeiras sobre personagens femininas fortes?

KW: É verdade! E a razão pela qual é tão difícil contar esse tipo de história é porque as pessoas têm medo de financiá-las. Tive uma conversa com uma colega recentemente onde falamos sobre por que não temos o suficiente dessas histórias. Por que não temos mais histórias sobre personagens femininas fortes, especificamente histórias sobre mulheres históricas fortes? Especialmente quando as suas realizações foram encobertas ou tiradas delas pelos homens. A razão para isso é: as pessoas que têm dinheiro para colocar no cinema não querem realmente apoiar filmes sobre mulheres. Eles querem apoiar filmes sobre homens porque esses filmes se saem melhor nas bilheterias. Infelizmente, essa é a verdade.

NS: Uau.

KW: Acho que é parte da razão pela qual não temos mais dessas histórias importantes. As pessoas simplesmente têm medo de colocar dinheiro por trás. Esperançosamente, com um filme como ‘Ammonite’, isso pode ajudar a contribuir para aquela conversa importante e envolvente sobre como esses filmes são necessários. Se não colocarmos essas histórias no mercado, quando se trata dessa geração mais jovem de mulheres que todos nós estamos tentando apoiar e inspirar, quem irá inspirá-los?

NS: Bem, em sua opinião, como os cineastas podem mover a agulha para contar mais histórias como Mary Anning?

KW: Como mulher, o que acontece é que, se queremos que essas histórias sejam contadas, temos que fazê-las com esses orçamentos minúsculos que tornam tudo muito difícil. Muitas vezes, algumas pessoas não têm coragem de fazer isso, porque é um processo exaustivo. Passar por todo o processo de tentar fazer um filme sobre a sua forte personagem feminina por seis ou sete anos, e você tem uma família em casa e muitas outras pessoas puxando você – algumas pessoas simplesmente desistem porque, a certa altura, até onde você pode ir? Quanto você pode manter a sua paixão antes que ela o consuma? A necessidade e a vida simplesmente assumem o controle. Mas essa é a realidade. ‘Ammonite’ tinha um orçamento minúsculo, minúsculo. Muito pequeno! E adoro fazer filmes assim. É uma das coisas mais emocionantes para mim, porque foi assim que fui criada, foi assim que comecei a minha carreira, que era fazer pequenos filmes independentes. Eu sempre gravito de volta para essa mentalidade.

NS: Então –

KW: Desculpe, o meu filho de sete anos com um de três a reboque acabou de entrar e querem me mostrar um truque de mágica. Você pode me dar apenas um segundo? [Para as crianças] Vai para a bolsa, e? Ele desapareceu? Para onde foi? Você é tão inteligente! Vamos, rapazes, estou falando com uma senhora importante sobre ‘Ammonite’. Oh, seus macacos. Pode ir, deixe-me terminar a minha entrevista. Obrigado pelo show de mágica! Amo vocês, pessoal. Vá perguntar ao papai! Feche a porta, por favor. [A porta bate].

NS: Bem jogado! Você parece uma mãe incrível.

KW: Oh, eles apenas fizeram um truque de mágica com dois pedaços de Lego desaparecendo em uma bolsa e eu tive que fingir que não tinha visto que eles realmente o deixaram cair no chão atrás deles. Foi muito fofo. Mas, voltando ao que eu estava dizendo, este é um momento muito sísmico. Aqueles de nós que estão em condições de usar as nossas vozes, só temos que nos unir e usar as nossas vozes com cuidado, gentileza, respeito e integridade.

NS: Certo.

KW: Porque, porra. A vida é curta. E eu realmente não quero seguir em frente na minha vida, de forma alguma, sem sentir como se tivesse falado ou feito a minha parte. Contribuindo para o mundo de forma positiva. Contribuindo com esperança para evoluir as conversas e inspirando as jovens a usarem as suas vozes para contribuir também. Em particular, a comunidade LGBTQ. Basta contar essas histórias de maneira normal, sem segredo, sem hesitação, sem medo. Nós apenas temos que compartilhar. Temos que compartilhar.

Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR

07.11
Arquivado em: Ammonite , Entrevistas , Filmes , Projetos

Kate Winslet lamenta não ter tido um romance de mesmo sexo em um filme anos atrás, depois de se apaixonar pela coestrela Saoirse Ronan enquanto gravava cenas íntimas para o novo filme ‘Ammonite‘.

As duas atrizes interpretam parceiras improváveis ​​no filme, baseado na década de 1840, e Kate admite que foi maravilhoso mapear a história de amor com a estrela de ‘Adoráveis Mulheres‘.

Foi interessante para mim filmar as cenas mais íntimas com Saoirse”, conta ela à WENN. “Nós nos adorávamos totalmente… e poder adorar uma a outra era simplesmente brilhante. Foi realmente fortalecedor, interpretar esses dois papéis juntas – mais do que eu já me senti fortalecida antes.

Quase me aborreci comigo mesma, no sentido de que já filmei cenas íntimas antes, mas principalmente com atores masculinos – e de repente me ocorreu que há uma dinâmica de poder automática que entra em jogo quando faço esse tipo de cena com um homem. Como mulher, você assume que o homem vai assumir as rédeas, ou dirigir a energia da cena, e você, como personagem feminina, será “tomada” de alguma forma.

Eu percebi que me permiti ser tomada. Está tudo bem, estou perfeitamente confortável com isso, mas estar em uma situação com Saoirse, onde era totalmente igual, me fez sentir um pouco de raiva de como isso não me ocorreu antes. Por que eu não deveria ter me sentido igual aos meus colegas do sexo masculino…? Temos que fazer barulho sobre querer ser iguais, sobre merecer ser iguais.

Winslet, agora com 45 anos, acrescenta: “Agora, mais do que nunca, sinto que contar essas histórias, onde você vê mulheres rompendo com as normas sociais, é incrivelmente, incrivelmente importante. Eu me sinto muito sortuda por fazer parte de um movimento agora; e fazer filmes é uma parte crucial desse movimento, mantendo as vozes femininas altas e orgulhosas, compartilhando essas histórias e contando-as de uma forma verdadeira, sincera e emocional. Muitas coisas surgiram para mim – muitas coisas novas realmente interessantes sobre ser mulher. Sempre me senti como se estivesse em meus próprios pés e tivesse uma voz forte, e tenho muito orgulho disso – mas estou apenas começando.

E Ronan, 26, se sentiu tão abençoada por trabalhar com Kate, revelando que ela era a melhor profissional, ao mesmo tempo em que era “gentil e amável com todos“.

Ela também está disposta a fazer tudo pelo trabalho”, explica a atriz irlandesa. “Ela está disposta a parecer o mais ridícula possível para conseguir uma determinada foto, ou ficar com frio e molhada na chuva pelo tempo que for necessário para conseguir uma boa tomada. Não importa para ela. Ela está tão comprometida com o que está fazendo e tem um ótimo senso de humor sobre a coisa toda. Ela simplesmente tem uma ótima atitude em relação ao trabalho.

Eu simplesmente amei trabalhar com ela. Eu nunca tinha feito uma cena de sexo tão intensa e completa antes. Mas ser capaz de fazer isso com ela, me senti muito, muito segura, como se pudéssemos ir a qualquer lugar com isso e ainda assim sermos mantidas em segurança.

Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR

28.10
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Verdade seja dita, ainda estou tentando entender a incrível foto do set de ‘Avatar 2‘ de Kate Winslet filmando debaixo d’água. Esta foto, que foi recentemente compartilhada através do Twitter da franquia ‘Avatar‘, mostra Winslet em um dos muitos tanques de água usados ​​na primeira das quatro sequências. Ela está vestida com o equipamento subaquático necessário, mas também ostenta o que parece ser uma capa magnífica ou um par de asas para acompanhá-la. Muito pouco contexto é dado em torno da foto (para que nenhum detalhe sobre a personagem de Winslet seja revelado), o que apenas contribui para a curiosidade que alguém pode sentir ao vê-la.

Então, foi um prazer sincero obter mais informações sobre aquela foto e como foi filmar debaixo d’água direto da fonte. Winslet se abriu sobre a foto de ‘Avatar 2‘ durante o seu bate-papo com Christina Radish do Collider enquanto promove o seu novo filme ‘Ammonite‘. Quando o assunto da foto surgiu, Winslet relembrou: “Eu estava andando no fundo do tanque. Essa é uma grande sequência cerimonial com aquelas asas enormes e pesadas. Isso foi bastante assustador. O fato é que, quando você consegue prender a respiração por sete minutos, você perde o medo. Na verdade, estranhamente, fui capaz de confiar em minha própria capacidade de prender a respiração por tanto tempo. De alguma forma, eu não estava com medo, absolutamente.

A partir daí, Winslet se aprofundou sobre o que era necessário para ela, como atriz, em filmar aquelas cenas subaquáticas.

“Há tanta segurança debaixo d’água. Existem dois mergulhadores de segurança em cada artista. Existem dois mergulhadores de segurança em cada câmera subaquática. Havia tantas pessoas naquele tanque. Provavelmente me senti mais segura lá do que em terra firme. Achei a coisa toda incrivelmente calmante. Havia algo muito meditativo para mim, e eu não medito. Eu não consigo desligar o meu cérebro. Estou muito ocupada. Eu amo fazer ioga, mas só consigo fazer por cerca de 25 minutos, e então estou fazendo listas. Eu fico entediada e tenho que parar. Mas, de alguma forma, aprender a prender a respiração foi uma das coisas mais calmantes que já fiz, porque você tem que desacelerar o seu corpo. Na verdade, você precisa diminuir a frequência cardíaca para poder oxigenar o corpo e, em seguida, prender a respiração por tanto tempo. Então, eu não tive escolha a não ser parar de me mover, o que não é normal para mim.”

Os comentários de Winslet sobre a foto vieram na esteira de seus comentários amorosos sobre se reunir com o diretor de ‘Titanic‘, James Cameron, para ‘Avatar 2‘. É inegável que ela e Cameron têm uma relação de trabalho sólida que permaneceu intacta mais de 20 anos depois de fazer o multi-Oscar épico romântico. Quando perguntamos como a experiência de filmagem de ‘Avatar‘ se compara à filmagem de ‘Titanic‘ com Cameron, Winslet foi fundo em seus elogios. Como ela disse francamente,

“Bem, olhe, estamos todos mais velhos. Todos nós envelhecemos. Eu olho para trás e vejo a experiência de fazer ‘Titanic‘ e não é segredo que foi uma filmagem muito difícil. Foi muito, muito estressante e as coisas estavam difíceis para todos os envolvidos. Quando penso sobre o que Jim teve que realizar – semanas de seis dias, para uma filmagem de sete meses e meio, dos quais quatro meses e meio foram noite – Cristo, eu sei que foi difícil para nós, os jovens atores. Mas também sou capaz de obter uma perspectiva e, com o benefício da visão retrospectiva, vejo o que Jim estava tentando fazer e o nível de pressão que ele sofria e, na verdade, tenho ainda mais respeito por ele agora do que eu já tive antes.”

Winslet continuou: “O Jim Cameron em ‘Avatar’, ele está mais calmo. Direi que ele está muito mais voltado para o seu verdadeiro eu, eu acho. Isso é por causa da experiência. Isso também é porque ele já fez ‘Avatar’ antes, então ele conhece esse mundo e conhece esses personagens. Ele inventou essa forma de filmar. Há um nível de confiança que o colocou em um lugar muito mais confortável, só para ele. Ele foi brilhantemente colaborativo em ‘Avatar’, honestamente. Fiquei surpresa com a quantidade de tempo que ele permite que os atores muitas vezes apenas vagueiem sobre uma cena se ela não parecer que se encaixa muito bem. E, obviamente, a segurança tem que vir primeiro.

Além disso, Winslet mencionou o quão profundo é o vínculo dela com Cameron – e sem dúvida irá encantar você.

“Escute, se houver um colapso mundial adequado e todos nós realmente estivermos pegando fogo e houver outra pandemia global a qualquer momento, posso dizer com a minha mão no coração, uma das pessoas com quem eu gostaria de estar naquele bunker é Jim Cameron. Ele é muito ‘segurança em primeiro lugar’. Eu me senti muito bem trabalhando com ele. Estou tão animada para ‘Avatar‘.”

Avatar 2‘ está agendado para lançamento em 16 de dezembro de 2022.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
20.10

Na última sexta-feira (16.10), ‘Ammonite‘ abriu o NewFest (Festival de Cinema LGBTQ+ de Nova York) juntamente com a entrega virtual do inaugural prêmio World Queer Visionary para Francis Lee, o diretor do filme de abertura. Kate, sendo sua amiga e colaboradora no longa, fez as honras. Confira o momento legendado abaixo e as capturas de tela na nossa galeria clicando aqui!

17.10
Arquivado em: Beleza Negra , Filmes , Projetos

O Disney+ está pronto para apresentar ‘Beleza Negra‘ a uma nova geração de garotas de cavalos. A história atemporal do vínculo inquebrável de um cavalo com um jovem especial recebe uma atualização cortesia da diretora Ashley Avis, que leu pela primeira vez o romance da autora do século 19, Anna Sewell, quando ela era criança.

Como tantas pessoas, isso realmente me impactou. Eu só queria fazer parte do mundo dos cavalos”, disse ela ao ET. “Eu cresci lendo este livro e ele influenciou muito a minha vida inteira e a maneira como tudo deu certo com o meu amor por cavalos.

Kate Winslet dá voz à égua titular, que na reconstrução de Avis nasce na selva do oeste americano. Beauty é logo presa e levada para um estábulo, onde conhece uma adolescente animada (Mackenzie Foy) e as suas vidas mudam para sempre.

Junto com estas novas fotos do filme, o ET pode anunciar com exclusividade que ‘Beleza Negra‘ vai estrear no Disney+ em 27 de novembro. Leia a seguir um bate-papo com Avis sobre homenagear o original e como ela espera que este filme faça bem no mundo.

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Qual foi a sua inspiração para querer contar a sua própria versão de ‘Beleza Negra’?

Eu li ‘Beleza Negra‘ e me tornei uma criança louca por cavalos, como muitas outras mulheres fazem. [Risos] ‘O Corcel Negro‘ foi outro romance seminal para mim. Perguntei à minha mãe se eu poderia ter aulas de equitação e competi até ir para a faculdade, [então] a minha vida tomou uma direção diferente. Eu queria ir às Olimpíadas quando era mais jovem, mas não era assim que o destino estava me dirigindo na época. Cerca de uma década se passou antes que os cavalos voltassem a entrar na minha vida, e a maneira como isso aconteceu foi realmente interessante e casual.

Eu conheci o [produtor] Jeremy Bolt cerca de três anos atrás. Eu o conhecia pela franquia ‘Resident Evil‘, então fui para aquela reunião sem ter certeza do que apresentar, porque eu realmente não escrevo nesse gênero em particular. Mas ele é uma pessoa amável e adorável. Conversamos sobre histórias que nos inspiraram a entrar em nossa linha de negócios e mencionei ‘O Corcel Negro‘. A cena na praia entre Alec e Black, na versão dos anos 70 daquele filme, tem cinco minutos ao som da trilha sonora e é a conexão entre um cavalo e um humano. É uma das coisas mais bonitas que já vi no cinema. Se ‘Beleza Negra‘ inspirou o meu amor por cavalos, ‘O Corcel Negro‘ ajudou a inspirar o meu amor pelo cinema. E Jeremy disse: “Bem, é interessante você dizer isso, porque o meu parceiro e eu queríamos refazer ‘Beleza Negra’ por 10 anos.” As únicas coisas que sabiam que queriam fazer [era] modernizar a história e que Beauty fosse mulher. E então eles deixaram para mim.

Ao contar essa história em um ambiente contemporâneo, o que você queria trazer de novo?

Crescendo com aquele romance, era muito, muito, muito importante para mim não apenas criar uma nova história de ‘Beleza Negra‘. Eu realmente queria fazer o trabalho para encontrar os paralelos da história original. É um livro tão querido, então isso foi muito importante para mim. O maior desafio que tive foi descobrir a história de origem de Beauty, porque não há realmente um paralelo direto com Beauty sendo um cavalo de carga em Londres no final dos anos 1800. Então, voltei para pesquisar por que Anna Sewell havia escrito o romance em primeiro lugar. Muitas pessoas não sabem que ela era aleijada quando era muito, muito jovem e era carregada por cavalos.

Naquela época, as pessoas realmente não entendiam cavalos ou animais da maneira que entendemos agora, como criaturas empáticas que são altamente inteligentes e podem entender as emoções que podemos. Então, ela escreveu ‘Beleza Negra‘ para cair nas mãos de cavalariços e pessoas que estavam trabalhando com cavalos para inspirá-los a olhar mais fundo e parar certas crueldades que estavam acontecendo em seu tempo. Ela morreu seis meses depois que o livro foi publicado, então nunca soube realmente a influência que teve. Mas as leis foram alteradas. Portanto, ao transformar a origem de Beauty em um cavalo selvagem em nossa versão, ela se assemelha muito às intenções originais de Anna Sewell, e espero fazer uma mudança para uma causa pouco iluminada para os cavalos hoje.

Beauty não foi apenas trocada de gênero do material original, mas Jo também. Ambos são femininos em sua versão. Por que isso foi importante para você?

Sempre me identifiquei com o pequeno Joe Greene no romance original. Mesmo que ele mergulhe dentro e fora no livro e Beauty tenha tantos capítulos diferentes no romance original, Joe Greene é aquele a quem ela volta no final. Como cineasta e escritora que sempre se identificou com personagens femininos fortes, achei que era muito oportuno – assim como Jeremy Bolts – ter Jo como mulher.

Como foi escolher Kate Winslet para dar voz a um cavalo – embora, um cavalo icônico? O título a vendeu imediatamente ou ela precisou ser convencida?

Foi muito especial o dia em que recebi o telefonema de que Kate disse sim, porque eu cresci com ‘Titanic‘. Ainda não contei isso a Kate, mas quando assisti ‘Titanic‘ pela primeira vez, lembro do meu pai me contando a história – e ainda não sei se isso é verdade, acho que pode ser a tradição do ‘Titanic‘ – mas meu pai me disse muito jovem, ele disse, “Kate enviou uma carta para implorar pelo papel de Rose. E foi por meio de sua coragem, talento e elegância que ela conseguiu o que queria.” Desde criança, agarrei-me a isso. Essa é a razão pela qual, como diretora, eu sempre escrevo cartas para atores que estamos abordando para os nossos projetos.

Ainda não tive a coragem de perguntar a ela se isso é verdade. Ela é tão adorável, então vou perguntar a ela um dia, mas passei provavelmente quatro ou cinco horas escrevendo uma carta para ela sobre por que eu realmente a queria para a voz da Beauty. Ela foi a primeira escolha desde o início. Eu ouvi a voz de Beauty em sua voz enquanto eu estava escrevendo o roteiro. Normalmente, como escritora, você não quer fazer isso – pensar em certos atores – mas a sua elegância e a sua inteligência e o seu fogo e a sua coragem estão diretamente correlacionados a personagem. Eu não poderia ter imaginado alguém melhor, então foi especial quando recebemos a ligação de que ela disse sim. Ouvi dizer que ela realmente respondeu ao roteiro, e foi por isso que ela assinou.

Tendo escrito isso com Kate em mente, como foi a primeira vez que você viu a voz dela emparelhada com a sua filmagem?

Foi inacreditável. Eu tenho editado o meu próprio trabalho por cerca de uma década, e a Constantin [Film] foi tão generosa em acreditar em mim, nunca tendo feito um longa antes. Passei bem mais de 100 horas cortando a sua narração, cada batida que eu interrompi e me aninhei na partitura para encontrar o ritmo perfeito. Quando estávamos gravando, a única frase de ‘Beleza Negra‘ que me fez chorar um pouco na sala foi a famosa frase do romance, que é, “São boas pessoas que fazem bons lugares“. Quando ela recitou uma linha tão icônica de um livro que eu tanto amo, foi só… Ela transforma o filme. Ela é simplesmente espetacular.

Além da escalação de Kate, você tem algo no filme que você está particularmente animada para os fãs verem?

Eu tenho. E estou muito animada em saber que vocês estão lançando a foto da praia, que é tão espetacular. A cena da praia em ‘Beleza Negra‘ é uma homenagem à cena de ‘O Cordel Negro‘. E quando as pessoas veem aquela cena de praia, [sabe] Mackenzie fez as suas próprias cenas de ação. Nós só fizemos uma vez. Tínhamos dois veículos rastreadores seguindo-a em Beauty e quando ela solta as mãos das rédeas – a galope pela praia ao pôr do sol perfeito, que cronometramos tão especificamente – você vê esse momento passar pelo rosto de Mackenzie que é tão real. É o medo de soltar as rédeas de um cavalo que se move em alta velocidade, mas então a alegria que cruza o seu rosto quando os seus braços se erguem como se ela pudesse voar. A autenticidade daquele momento – que é um momento com o qual praticamente todas as garotinhas sonham – para ver isso acontecer e para ela realmente experimentar isso, eu acho que isso fica tão bonito no filme.

O filme será lançado no próximo mês. Você tem uma experiência de visualização no Disney+ ideal para as pessoas assistindo em casa?

A maior tela que você pode acessar! Outro filme favorito meu é ‘Lawrence da Arábia‘. Sempre fui atraída por essas grandes paisagens dramáticas, juntamente com histórias pessoais muito íntimas dos personagens. As paisagens e o mundo que construímos são realmente visualmente espetaculares. Portanto, tente assistir na maior tela que puder.

Beleza Negra‘ estará disponível em streaming no Disney+ em 27 de novembro.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
17.10
Arquivado em: Ammonite , Entrevistas , Filmes , Projetos

Pouco tempo depois do lançamento de seu filme de estreia, ‘Reino de Deus‘, Francis Lee estava vasculhando a internet em busca de um presente para o seu então namorado, que adorava fósseis. Apesar da aclamação da crítica e do sucesso de bilheteria do filme, Lee não tinha ganhado nenhum dinheiro. “Eu era muito pobre”, diz ele, “então estava pesquisando muito no Google, tentando encontrar fósseis polidos baratos”. Enquanto procurava, ele encontrou um nome que pouco conhecia: Mary Anning, uma pioneira colecionadora de fósseis inglesa do século 19, cujas descobertas mudaram a compreensão científica da vida pré-histórica.

Instantaneamente ela me tocou”, diz Lee, de 51 anos. Anning “nasceu em uma vida de pobreza, tinha muito pouca educação e foi impulsionada a ser a principal fonte de renda de sua família. Essa ideia de que por sua própria habilidade, diligência e enxerto, ela chegou a ser a paleontóloga líder de sua geração, realmente me impressionou”.

Lee reconheceu a sua origem humilde; ele cresceu em uma fazenda em Yorkshire e não conhecia ninguém que trabalhasse no cinema. Uma obsessão precoce por contar histórias e fotografia se transformou em um amor pelo cinema, mas foi só mais tarde na vida que ele começou a dirigir, fazendo ‘Reino de Deus‘ nos seus 40 anos. Antes disso, ele trabalhou em um ferro-velho por 10 anos. “Eu levantava às 4h da manhã, escrevia até as 8h da manhã e depois iniciava um dia inteiro de trabalho.

Como uma voz rara da classe trabalhadora na indústria cinematográfica, Lee viu paralelos no trabalho de Anning. “Fossear em um ponto de sua vida estava profundamente na moda, mas as pessoas que saíam e descobriam essas coisas eram muito da classe média – era um hobby”, diz ele. “Ela estava fazendo isso para colocar comida na mesa.

O interesse de Lee por Anning resultou nele escrevendo ‘Ammonite‘, que retrata Anning (Kate Winslet) desenvolvendo um relacionamento que mudou a sua vida com uma jovem chamada Charlotte Murchison (Saoirse Ronan). À medida que Lee descobria mais sobre Anning – que, apesar de suas descobertas inovadoras, era amplamente ignorada no mundo da ciência dominado pelos homens – ele estava simultaneamente pesquisando relacionamentos lésbicos no século 19, por meio de cartas trocadas entre amantes. Em uma época anterior às categorizações modernas de sexualidade, as trocas impressionaram Lee com a sua franqueza.

[Elas] mostraram relacionamentos profundos, apaixonados e amorosos entre mulheres”, diz ele. “Havia muitos exemplos de mulheres que se casaram, e então a namorada delas se mudava para a casa conjugal com o casal, e as duas mulheres dividiam um quarto e o homem ficava com o seu próprio.

Na vida real, Charlotte, a esposa do geólogo Roderick Murchison, de fato ficou com Anning por semanas quando se conheceram. Embora não haja registro da vida romântica de Anning, ela e Charlotte se tornaram amigas e correspondentes para a vida toda. “Eu queria dar a Mary um relacionamento que fosse digno e respeitoso para ela”, disse Lee. “E para mim isso não parecia que poderia ser com um homem, dado como os homens operavam nesta sociedade, então Charlotte pareceu uma pessoa realmente interessante para explorar. É a minha imaginação de como Mary pode ter conduzido um relacionamento.

Como ele fez em ‘Reino de Deus‘, Lee infunde ‘Ammonite‘ com texturas ricas e terrosas; Anning resiste aos ventos tempestuosos de Dorset em sua casa mal iluminada com as poucas velas que ela pode pagar, com as suas escavações descritas como o trabalho sujo e exaustivo que foi, a câmera focada nas mãos enlameadas e hábeis de Winslet. “Eu sou um grande fã de atores fazendo o trabalho que os personagens fazem”, diz ele.

Kate foi para as praias de Lyme Regis por semanas com um especialista em fósseis, aprendeu como fossear e tornou-se muito, muito boa nisso, e ficou com frio, úmida e com fome. É um investimento não apenas na vida emocional dos personagens, mas na vida física.

Durante as filmagens em Dorset, Lee diz que “ingenuamente” não previu como filmar com duas artistas da lista A para o seu segundo longa mudaria a sua experiência como cineasta. Descrevendo Winslet e Ronan como “absolutamente e fodidamente normais” e dedicadas ao trabalho, foi a atenção periférica que o surpreendeu. “Os paparazzi, os artigos que estão sendo escritos sobre o filme antes mesmo de eu ter feito o enquadramento e a multidão de pessoas em uma área muito pequena, quando você está apenas tentando fazer o seu trabalho; fazer um filme sob esse tipo de holofote, achei muito desafiador.

Ammonite‘ se junta a uma tendência crescente de histórias queer reveladas em filmes de época, após ‘A Favorita‘, ‘Colette‘ e ‘Retrato de Uma Jovem em Chamas‘. Embora Lee esteja animado com a demanda, ele desconfia que as histórias queer se tornem confusas no cinema. “Muitas vezes fui questionado por jornalistas se só vou fazer filmes sobre gays”, diz ele. “Eu não conheço nenhum diretor heterossexual a quem já foi perguntado se eles vão apenas fazer filmes sobre pessoas heterossexuais.

Acho que às vezes podemos dar um tiro no próprio pé com isso e ser redutivos”, diz ele. “Tenho orgulho de contar essas histórias, e se o meu próximo filme tem um personagem queer na frente e no centro – o que tem – então penso, ‘brilhante, por que não? Por que eu não deveria?’

Ele acha que ainda há um grande espaço para histórias de se assumir, “mas uma coisa que eu acho que ‘Reino Deus’ é, e ‘Amonite’ é, não é a dificuldade da sexualidade, de se assumir – é sobre o que acontece a seguir. O que me permite, como cineasta, explorar a relação entre dois homens ou duas mulheres.” E aqui, para contar uma história que merece ser mais conhecida.

Ammonite‘ fecha o Festival de Cinema de Londres e está em exibição no BFI Southbank neste fim de semana e em cinemas selecionados hoje.

  • Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KWBR
16.10

A IDEIA DA TEMPORADA DE PRÊMIAÇÕES DÁ A KATE WINSLET COCEIRAS. O mesmo com a simples palavra campanha. É como “uma reação alérgica“, diz a vencedora do Oscar. Do jeito que você provavelmente sente quando está circulando desde 1996, o ano em que Winslet foi indicada para o seu primeiro Oscar (por ‘Razão e Sensibilidade‘). “Não quero deixar de lado a importância desses momentos, mas, francamente, nunca fui muito boa em lidar com nada disso. Eu apenas acompanho, com o máximo de bom humor que posso.

E esta temporada, talvez a mais estranha de todos os tempos com uma pandemia global em curso, já ofereceu muita comédia. Para ‘Ammonite‘, o próximo grande candidato da Neon após o triunfo da distribuidora com ‘Parasita‘ no Oscar no início deste ano, Winslet, de 45 anos, recentemente sentou-se em sua casa na costa sul da Inglaterra para gravar um painel de festival de cinema com a sua coestrela Saoirse Ronan e o diretor Francis Lee. Com a intenção de falar sobre o seu papel como a paleontóloga Mary Anning nos anos 1840 e o intenso romance que ela tem com a dona de casa reprimida de Ronan, “Eu fiz todas as conversas em minha calcinha porque não consegui encontrar calças adequadas“, Winslet admite. “Eu estava tipo, ‘Ah, f***-se isso.’” Então a internet travou e ela teve que fazer a triagem com o seu marido, o empresário Edward Abel Smith. “Eu sou a pior pessoa para descobrir todas essas coisas virtuais… Eu não sou uma pessoa técnica. Eu posso cozinhar e posso atuar. E é isso.

É claro em qual habilidade a Neon está apostando enquanto Winslet entra novamente na conversa sobre prêmios pela primeira vez desde ‘Steve Jobs‘ de 2015. Esse filme dirigido por Danny Boyle possuía uma “energia”, diz ela, como resultado da escrita de Aaron Sorkin. Com ‘Ammonite‘, ambientado em uma época em que as mulheres eram socialmente silenciadas, foi mais calmo.

Tudo vem de um lugar extremamente estável e parado”, diz Winslet. “Tive que me concentrar muito nisso porque movimento e expressão para Mary são usados como comunicação. Ela não sorri com tanta frequência. Quando ela sorri, é um momento importante e vocal que vem dessa expressão de alegria.

Este tipo de trabalho não é um território desconhecido para a atriz que antes seguia especialistas em doenças infecciosas para se preparar para ‘Contágio‘ de 2011 – um filme que ela ainda não viu por completo e definitivamente não verá agora, devido a COVID-19. É por isso que ela não pôde deixar de “desmoronar”, disse carinhosamente, nas primeiras conversas com Lee: “Francis estava tipo, ‘Vamos escrever um monte de coisas e construir uma história de fundo inteira.’ E eu falei, ‘Francis! Você não precisa dizer isso para mim como se fosse algo novo. Eu tenho feito isso.’

Ammonite‘ é o desempenho mais profundo e rico que Winslet já deu; em sua deliberação, ela é hipnotizante. Ela não se compara a Ronan, mas acha que elas têm “planos de carreira semelhantes“; ambas começaram jovens e rapidamente chamaram a atenção de Hollywood. A abreviatura que vem com a experiência se tornou uma “bênção”, diz Winslet. Assistir ao filme, especialmente a tão falada cena de amor principal, trouxe mais memórias.

Apenas membros do sexo feminino foram permitidos na sala enquanto Winslet e Ronan filmavam a sequência. “Tínhamos uma operadora de boom que estava na verdade grávida de seis meses”, observa ela. “Então, estávamos todas muito focadas em garantir que ela tivesse espaço suficiente porque a sala era muito pequena.” Havia pouca iluminação e câmeras portáteis; elas também não estavam “preocupadas com para que lado olhar ou virar“, diz Winslet.

Quando vi o filme pela primeira vez”, diz ela, “quase fiquei com um pouco de raiva de mim mesma quando pensei em como, talvez, conduzi o meu próprio eu feminino quando participei de cenas íntimas no passado.” Winslet esclarece que ela “se sentiu sobrecarregada ou anulada“, mas agora está mais ciente de como a maioria das cenas de sexo do cinema são narrativamente informadas por personagens masculinos.

Com os seus papéis aclamados (e expositivos) em ‘Pecados Íntimos‘ (2006) e ‘O Leitor‘ (2008), Winslet diz que “houve uma enorme colaboração em todas essas cenas”. Mas, acrescenta, “é por isso que me sinto responsável por me controlar. Meus pensamentos estavam vindo de um lugar verdadeiramente integral dentro de mim ou eu estava apenas sendo automaticamente acomodada?

O fato de ela estar fazendo essas perguntas agora mostra o que ‘Ammonite‘ lhe ensinou – não apenas como artista, mas como ser humano. “[O filme] foi muito igual, muito seguro, completamente neutro, respeitoso e conectado”, diz ela. “Foi um diálogo entre duas pessoas. Só isso.” Quem diria que poderia conter tanto?

  • CHAMADA DE PAPÉIS: Winslet revisita alguns de seus papéis indicados ao Oscar

Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Razão e Sensibilidade’ (1995) — Winslet leva o “calor” da temporada de premiações “com uma pitada de sal” desde que a sua vitória do prêmio SAG de 1996 pela adaptação de Jane Austen colocou as coisas em perspectiva: “Eu ganhei o Screen Actors Guild, mas porque eu não era a favorita [para ganhar], isso foi uma coisa que tirei da minha lista de despesas – o voo. Eu nem estava lá.”

Melhor Atriz por ‘Titanic’ (1997) — Em ‘Ammonite’, a Mary de Winslet esboça a sua futura amante dormindo na cama. Mas, embora a comparação possa ser desenhar, isso não era para ser uma homenagem do tipo “me desenhe como uma de suas garotas francesas” à famosa cena de ‘Titanic’. “Definitivamente, não dessa forma”, diz Winslet. “Acho que o Francis diria, ‘Meu Deus!’ Se ouvisse isso.”

Melhor Atriz por ‘O Leitor’ (2008) — Uma coisa que permanece com Winslet desde a sua interpretação vencedora do Oscar de Hanna Schmitz (que inicia um caso com um jovem e reencontra-o anos depois): a cabeleireira e maquiadora Ivana Primorac. “Ela é particularmente incrível com perucas”, diz Winslet. Ela se reuniu com Primorac em ‘Ammonite’.

Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Steve Jobs’ (2015) — Winslet observa que muitas de suas personagens “muitas vezes podem ser bastante fortes e ativas”. Veja Joanna Hoffman no filme biográfico de Aaron Sorkin sobre o cofundador da Apple. “Suas mãos estavam em constante movimento e ela era rápida”, diz ela. Havia um “ritmo para aquela personagem que vinha de um lugar interno”.

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